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MONITORIA E FISCALIZAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS

ÁGUAS SUJAS, MALCHEIROSAS LANÇAM ALARMES NO RIO NICUTHA EM NAMPULA

A ARA-NORTE, IP, fiscalizou o curso do Rio Nicutha, 01/09/2021, na cidade de Nampula, no âmbito do monitoramento e fiscalização de bacias hidrográficas localizadas a montante de indústrias ou fábricas com o propósito de se inteirar da saúde das águas.

No decorrer do trabalho, a equipa técnica de gestão de recursos hídricos no terreno se deparou com situações do tipo anómalas, devidos as águas negras e nauseabundas que em diferentes sítios se colheram as amostras para posterior análise da sua qualidade. O Rio Nicutha, que passa pelo Bairro Napipine, é banhado nas suas margens por uma zona residencial e algumas partes de terra que fazem a cintura verde.

Nesta senda, há parte da comunidade que tem vindo a se beneficiar das águas deste Rio ao produzir diferentes hortícolas para o consumo humano ou venda, pois, trata-se de prática de agricultura de subsistência.

Contudo, a nossa equipe de reportagem que fez parte da equipe Técnica da ARA-Norte, IP, intersectou o Chefe Adjunto de Assuntos Socias do Bairro Napipine, U/C Nicutha, Senhor António Francisco Maia que por sinal mora ao lado do Rio. Perguntado sobre a saúde do rio, o titular da pasta de Chefe Adjunto de Assuntos Sociais, primeiro precisou encaminhar a equipe de gestão de recursos hídricos para o epicentro do despejo das águas residuais, lançadas pela fábrica das capulanas das “muthianas orera” de Nampula, denominada Nova Texmoc como forma de se presenciar in loco onde nascia a alegada poluição do Rio Nicutha. Chegado ao local de despejo, Maia adiantou que “estamos a passar mal com este cheiro, é muito forte! Ultimamente, cheira muito forte! Mas, há tempo não cheirava muito assim, também a cor da água era quase normal” desabafou António Maia.

Em face desta situação, para o Técnico da ARA-NORTE, IP, Vasconcelos Lenque no seu entender, precisou que os efeitos nauseabundos muito fortes presenciados pela sua equipe, naquele momento, ao que tudo indicou que seria da Fábrica Têxtil, Nova Texmoc, o promotor aquando o despejo, visto que notou-se rombo do esgoto quase antes do terminal da descarga. Entretanto, por unanimidade para a equipa tudo indicou que à poluição provocada pelas águas sujas, malcheirosas só seria da consequência de má qualidade dos serviços proporcionados por esta Empresa à partir da sua estação de tratamento. Acrescendo, quiçá da deficiência de produtos que poderia evitar aquele show ou evento de poluição. 

De um modo geral, durantes os trabalhos de monitoria e fiscalização realizados pelos Técnicos no Rio Nicutha, importou realçar que a cor de águas alteradas ou mancha negra perante o seu curso foi perfeitamente visível. E em virtude de se solucionar a estes episódios de poluição a ARA-Norte, IP, como gestor de recursos hídricos interagiu, junto de outra entidade, Serviço Provincial do Ambiente de Nampula (SPAN) para também, perceber a problemática levantada pelos agricultores e o Representante Adjunto dos Assuntos Socias, António Maia, para buscar mais subsídios que visa a posterior orientar a Nova Texmoc. Sendo que esta instituição ainda não tem, autorização de despejo com anuência da Ara-Norte, IP, o gestor dos rios. Todavia, o contacto mantido junto de Serviço Provincial Ambiental de Nampula, sobre medidas tomada de mitigação e prevenção perante um plano de gestão ambiental, a instituição mostrou sua preocupação na área descrita como afectada pelo eventual problema de contaminação das águas. E informou ainda que na altura estava em curso no laboratório as análises das amostras, tiradas no Rio e irá partilhar a ARA-Norte, IP assim que tiver os resultados prontos.  

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